30.7.07

Conto: Perdendo o juízo


Duas da manhã... Ainda estou acordado. Duas da manhã. Puta que pariu! São duas da manhã! E o serviço amanhã? E o pior é esse frio...

Tenho chegado à conclusão que, às duas da manhã, se perde o juízo fácil, fácil... É... É impresssionante. Já vi que amanhã vai ser um dia daqueles: trabalhar com sono, olheira, cansado... Às duas da manhã nada mais é certo. Nada. O certo vira errado, o errado, certo.

E agora, o que que eu vou fazer?

São duas da manhã, porra!

Às duas da manhã, qualquer coisa me excita. Qualquer coisa. É...qualquer coisa. Não, não qualquer coisa, né?! É modo de dizer.

Duas da manhã. Daqui a pouco tem galo cantando. Que que eu faço? Que que eu faço? Estudar já não estudei mesmo. A ponta dos dedos do pé estão geladas. Já tomei um leite quente pra me esquentar e já esfriei de novo. Não vou esquentar o leite de novo, né?! Já ouvi música (baixo, pra não acordar ninguém). Já fiz quase tudo. Flexão, no chão! Ah não, já fiz também. Fiz vinte e seis, tô ficando mais forte, hein?! Televisão não tem nada que presta...

Já tô cansado disso. Fico aqui fazendo tipo, fazendo gênero, fingindo que sou outra pessoa. Chega disso, chega! Duas da manhã! Que me importa?! Isso, vou largar mão de vez. Que se dane!

Opa, peraí...duas e um.

2 comentários:

Maria Andrade Vieira disse...

Hello Stranger

Cleber disse...

Pare de sacanagem às duas da manhã e vê se vai dormir, cara!!!!!

Você fez falta no concurso de poemas do Departamento... eu aceitaria o terceiro lugar na boa!!!!