25.12.10

terço

o terço que eu rezo
tem gotas de sangue
tem penas de aves
tem um quê de traição
de contas feitas
com pedra e lama
lugares santos
pisados aos cascos
vasos quebrados
lágrimas viúvas
e uma lança abaixo do tórax
quase um Cristo
destinado a se dar
a morrer sem paz
a calar as dores humanas
de um homem qualquer
meu terço,
o terço que eu rezo
é chorado a cada dia
nas mesas de bar
nas rodas de amigos
nas dores no peito

3 comentários:

José María Souza Costa disse...

Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

La Preciosa disse...

Que poema lindo. Sou evangélica mas sinto atração por essa peça tão misteriosa: o terço.
Queria convidar você para visitar o meu blog, pode ser?Um grande abraço e feliz ano novo!

Camila Soares disse...

A cada dia vejo brotar a poesia. Um toque de espiritualidade e simplicidade que só vc consegue dar as palavras. Lindo!